PS critica ministra da Juventude por lhe “falhar a voz” para defender os jovens
A vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS Sofia Pereira acusou a ministra da Cultura, Juventude e Desporto de não defender os jovens portugueses quando estes mais precisam, como é o caso do aumento dos preços das casas, do caos nos exames nacionais e dos direitos dos jovens trans.
“Onde está a voz da ministra da Juventude” quando “os jovens precisam de uma posição”, questionou Sofia Pereira durante o debate sobre política setorial com a presença de Margarida Balseiro Lopes.
“Onde está a voz da ministra da Juventude?”
“Onde está a voz da ministra da Juventude?”
A secretária-geral da Juventude Socialista recordou que, segundo o INE, o desemprego jovem aumentou 20% em agosto, e salientou que o primeiro-ministro dizia que “não conseguir fixar os jovens era um crime social”.
Também o preço das casas subiu 17% e o “Banco de Portugal identificou cada vez mais jovens endividados com taxas de esforço cada vez mais altas”, enquanto o Governo da AD “chama de moderadas as rendas de 2.300 euros”, sublinhou.
“Entretanto, milhares de notas de exames nacionais tiveram de ser alteradas, porque foram detetados erros no novo sistema de classificação”, lamentou.
Sofia Pereira questionou ainda a governante sobre os direitos dos jovens trans, “que também são jovens e a ministra tem o dever de os proteger”. Ora, “durante este mandato, o PSD e o CDS juntaram-se ao Chega para aprovar na generalidade propostas para restringirem os seus direitos”, criticou a socialista.
A vice-presidente da bancada do PS lembrou a ministra que, neste caso, “acumula duas responsabilidades: a juventude e a igualdade”. No entanto, a governante “foi ao Parlamento e recusou-se a dizer se concordava ou se não concordava com uma matéria da sua pasta”, que teve “disciplina de voto quase decretada” do seu partido, o PSD.
Nenhum destes problemas teve qualquer comentário da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, que “é muito hábil a comunicar as obras dos outros”, como quando inaugura investimentos do PRR idealizados e programados pelo Governo do Partido Socialista, “mas quando os jovens precisam de conhecer a sua posição, falha-lhe a voz”.
“Quando é preciso defender os jovens dentro do seu próprio Governo, ninguém a ouve”, disse.
