
PS defende reforço do SNS para que rastreios ao cancro cheguem a todos
A deputada do PS Irene Costa defendeu o reforço e a aceleração da implementação da Estratégia Nacional de Luta Contra o Cancro e do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, e sustentou que quem não tem médico de família não pode ficar fora do rastreio.
Durante a apresentação do projeto de resolução do PS, Irene Costa sublinhou as “desigualdades territoriais” no tratamento do cancro, “onde o acesso simplesmente não chega a todos”. Existem “diferenças tão marcantes como 86% de cobertura no Norte e apenas 8% em Lisboa e Vale do Tejo no rastreio do cancro colo retal”, frisou.
“Mesmo quando o diagnóstico acontece, o sistema nem sempre responde com a rapidez exigida”, por isso o Partido Socialista apresentou um diploma que acelera a “execução da estratégia nacional com metas claras, calendarização e avaliação pública”.
Irene Costa reforçou que “o problema não é a falta de um plano ou de uma estratégia, é a falta de execução e de articulação entre estas estruturas e o ritmo de monitorização”.
A bancada do PS pretende “reforçar o que já existe, garantindo qualidade, cobertura, equidade nos rastreios do cancro da mama, colo do útero e colo retal e garantir que todos os cidadãos são chamados e acompanhados”, explicou a deputada, que salientou que “não ter médico de família não pode significar ficar fora do rastreio”.
É igualmente importante “avançar para novos rastreios – pulmão, próstata, gástrico –, mas assegurando a capacidade de resposta do SNS para diagnóstico e tratamento, porque criar expectativas sem resposta é falhar duas vezes”, disse.
A socialista comentou que é necessário garantir tempos de resposta adequados desde a suspeita até ao início do tratamento, uma vez que o tempo “é a diferença entre tratar e já não conseguir tratar” a doença.
Irene Costa reafirmou que “não faz sentido alargar os rastreios quando ainda não conseguimos garantir que o que existe funciona no terreno e que chega a todos”. “É aqui que temos de atuar, temos de reforçar o SNS, organizá-lo e pô-lo a funcionar para que os rastreios cheguem mesmo a todos com tempo e com qualidade”, defendeu.