PS denuncia que Governo não está a entregar casas prontas por aguardar “novo ciclo eleitoral”
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, denunciou que o Governo tem casas prontas a habitar, mas não as está a entregar às pessoas por estar à espera “de um novo ciclo eleitoral”, algo que considerou “desumano”.
No encerramento das jornadas parlamentares do PS, que decorreram ontem e hoje na Área Metropolitana de Lisboa e dedicaram-se ao tema do aumento do custo de vida, José Luís Carneiro informou que lhe foi reportado que “há hoje casas prontas a habitar que estão prontas há um ano e meio”.
“Há hoje casas prontas a habitar que estão prontas há um ano e meio”
“Há hoje casas prontas a habitar que estão prontas há um ano e meio”
Estranhando a decisão de o Governo da AD não as entregar, o secretário-geral do PS concluiu que o Executivo só pode estar “à espera de um novo ciclo eleitoral, em que as casas das pessoas vão servir de cenário eleitoral para o eleitoralismo que o Governo nos habituou”.
“Não são apenas casas para alojamento de emergência, mas também alojamentos destinados à jovens famílias”, referiu, acusando o Governo de ter uma atitude “absolutamente inaceitável e desumana”.
José Luís Carneiro adiantou que combinou com quem lhe reportou esta informação “fazer uma visita a esses mesmos edifícios que estão prontos para serem habitados para exibir ao país o ridículo”, principalmente tratando-se de “um país que carece de habitação para as jovens famílias, para os mais idosos, para as mulheres vítimas de violência doméstica”.
Estes edifícios “estão fechados há um ano e meio, porque o Governo quer guardar estes pequeninos trunfos, criados pelos outros, para efeitos de eleitoralismo político”, criticou.
PM deve explicações sobre exames nacionais
José Luís Carneiro exigiu também ao primeiro-ministro explicações sobre o que está a falhar na correção dos exames nacionais: “O primeiro-ministro tem o dever, é um imperativo ético, é da sua maior responsabilidade explicar às famílias portuguesas o que está a falhar”.
Sublinhando que “as famílias portuguesas vivem inquietas, estão ansiosas porque estão a viver uma das fases mais importantes da vida dos seus filhos”, o secretário-geral afirmou que o PS tem recebido informações de vários diretores de escolas e professores com “situações absolutamente incompreensíveis” e que, “a confirmarem-se, é a primeira vez que acontece em relação à época nacional de exames”.
