PS quer ouvir INE sobre sucessivas revisões dos dados da população
O deputado Carlos Pereira anunciou que o Partido Socialista vai chamar o Instituto Nacional de Estatística (INE) ao Parlamento para explicar as revisões sucessivas dos dados sobre a população portuguesa.
Foi hoje noticiado que saíram de Portugal cerca de 800 mil pessoas entre 2021 e 2025, um número muito acima das estimativas anteriormente conhecidas.
A bancada socialista vai apresentar o pedido de audição da direção do INE no final do processo de discussão do Orçamento do Estado para 2027.
“Em junho, fomos confrontados com uma revisão da população e ficámos a saber que, entre 2021 e 2025, vieram viver no país mais 800 mil pessoas. Agora fomos confrontados com outra revisão, desta vez do saldo migratório, a dizer que saíram 800 mil pessoas nesse período”, comentou o socialista em declarações à comunicação social, considerando a situação “bastante grave”.
O PS pensava que “as coisas estavam estabilizadas, mas apareceu uma nova revisão do saldo migratório”, referiu Carlos Pereira, defendendo a importância de se compreender o que está em causa.
“Não é possível o país viver numa circunstância em que não há estabilidade”
“Não é possível o país viver numa circunstância em que não há estabilidade”
“Não é possível o país viver numa circunstância em que não há estabilidade” nos dados sobre a população do país, alertou.
O deputado do PS explicou que, nesta situação, não se sabe se “são falta de meios, ou falta de orientação”. “A estatística é uma autoridade independente e, portanto, tem essa independência a seu favor para poder conduzir os destinos das estimativas, mas a verdade é que esta situação, tal como está, não pode continuar a acontecer”, asseverou.
Carlos Pereira também se mostrou preocupado com a saída de jovens do país, já que, segundo os dados de 2024 e 2025, emigraram anualmente cerca de 90 mil pessoas com idades entre os 20 e os 40 anos.
“Isto é muito grave, porque estamos a falar de jovens” e, supostamente, “muitas das políticas públicas serviam para retê-los no país”, avisou.
