
PS sublinha que o racismo é um fenómeno a travar e não uma teoria da conspiração
A deputada do PS Isabel Moreira asseverou que os partidos que respeitam e cumprem a Constituição nunca negam o racismo, que classificou como sendo “a causa dos mais hediondos e imperdoáveis crimes da humanidade”.
“A Constituição espelha a certeza de que a discriminação racial existe. Quem não rejeita a lei fundamental tem a mesma certeza, assume o combate ao racismo como programa político, nunca o negando”, vincou a socialista durante um debate agendado pelo Chega sobre as acusações de racismo na sociedade, no desporto e no sistema político.
“O racismo é um fenómeno globalizado”
“O racismo é um fenómeno globalizado”
Frisando que “o racismo é um fenómeno globalizado”, Isabel Moreira recordou que, em 2019, todos os partidos com assento parlamentar se uniram para aprovar, por unanimidade, um relatório sobre a situação do racismo e da xenofobia em Portugal. “Dissemos então que o racismo estrutural significa perceber que as pessoas racializadas são discriminadas em estruturas sociais, políticas e jurídicas e explicámos como, porquê e como criar igualdades de oportunidades”, referiu.
Em 2018, depois de terem sido ouvidas em audições 31 entidades, com “as forças de segurança sempre prontas a participar”, os partidos entenderam que “não pode ser esquecida a necessidade de prevenir fenómenos de xenofobia com comunidades residentes em Portugal, como as comunidades indianas, paquistanesas, chinesas ou muçulmanas em geral”.
Isabel Moreira sustentou que, a partir desse ano, “errando e acertando, os vários governos partiram para políticas públicas concretas, porque o racismo é a causa dos mais hediondos e imperdoáveis crimes da humanidade”.
“O racismo é a causa dos mais hediondos e imperdoáveis crimes da humanidade”
“O racismo é a causa dos mais hediondos e imperdoáveis crimes da humanidade”
“Para os democratas, o racismo não é uma teoria da conspiração, é um fenómeno a travar”, assegurou a deputada do PS, que concluiu a sua intervenção afirmando que todos os democratas presentes no debate, “todos menos um partido, combatem o racismo e a discriminação, não se remetem ao silêncio, não cedem”.
Extrema-direita quer que racismo se torne numa opinião política tolerável
No encerramento do debate, Eurico Brilhante Dias denunciou que o verdadeiro projeto político do partido Chega é normalizar o racismo: “A extrema-direita hoje não traz um projeto de resolução, não traz um projeto de lei, traz a tentativa de que não seja uma vergonha ser racista”.
O partido de extrema-direita “quer que uma parte importante da nossa comunidade normalize o racismo, que perca a vergonha e que exprima esse racismo como uma opinião política tolerável”, criticou.
O presidente do Grupo Parlamentar do PS avisou que, “quando ser racista deixar de ser uma vergonha, então estamos no caminho para que o autoritarismo, o totalitarismo e a violência vençam”.