PS sugere ao Governo que alargue medidas para mitigar aumento do custo de vida
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, propôs ao Governo da AD o alargamento das medidas para combater a crise e ajudar as famílias portuguesas e as empresas, e defendeu a adoção das propostas do anterior Executivo do Partido Socialista.
“Neste momento é fundamental que o Governo responda às famílias portuguesas que continuam a viver em grandes dificuldades”, asseverou José Luís Carneiro em declarações à comunicação social à margem da reunião semanal do Grupo Parlamentar do PS.
“Neste momento é fundamental que o Governo responda às famílias portuguesas”
“Neste momento é fundamental que o Governo responda às famílias portuguesas”
Lembrando que o Conselho de Ministros reúne hoje, o líder do Partido Socialista sugeriu que o Governo “alargue as medidas, lhes dê uma outra profundidade, à semelhança daquilo que fizemos na crise que vivemos em 2022 e 2023”.
José Luís Carneiro criticou as medidas que o Governo anunciou na semana passada no Parlamento, uma vez que “deixaram ficar de fora dois milhões de trabalhadores, particularmente mais vulneráveis, e por isso é que não estão abrangidos pelo pagamento do IRS, com crianças, com adolescentes, com jovens, que estão mesmo no limiar da pobreza”.
E defendeu que basta “pegar nas medidas que foram adotadas quando vivemos a crise da inflação anterior, adotadas pelo Governo do PS”, como por exemplo o abono de família e os apoios diretos às famílias mais vulneráveis.
Com o escalar da guerra no Médio Oriente, o Partido Socialista avançou logo com propostas para mitigar o aumento do custo de vida, “quer para os combustíveis, quer para a eletricidade, quer para o gás de botija, quer para os bens alimentares, e agora estamos a dizer que é preciso alargar esse âmbito, tendo em conta o contexto internacional que se está a verificar”, alertou.
“O Governo tem atualmente folga com o aumento da receita não prevista, não é preciso criar nova despesa”, informou.
“As propostas que o Partido Socialista apresenta são sustentáveis do ponto de vista orçamental, do ponto de vista do equilíbrio das contas públicas”, assegurou José Luís Carneiro, que defendeu que os partidos da direita – AD, Chega e Iniciativa Liberal – que inviabilizaram, em abril, as propostas do PS “devem viabilizar agora as propostas”.
