
Governo da AD já desistiu do SNS
A vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS Mariana Vieira da Silva afirmou que o Governo da AD não só não acabou com os tempos de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS), tal como tinha prometido, como a espera “tem estado a crescer”, e acusou a ministra Ana Paula Martins de já ter desistido do SNS.
“Os dados conhecidos no dia de ontem sobre o Serviço Nacional de Saúde são muito preocupantes”, uma vez que praticamente todos os indicadores de capacidade de resposta do SNS mostram, nos primeiros dois meses de 2026, “uma deterioração muito significativa”, lamentou a socialista em declarações à comunicação social.
Em causa estão quebras de 6% das consultas nos cuidados de saúde primários, o que corresponde a menos 400 mil consultas, uma quebra de 3,8% nas consultas hospitalares, e menos 10 mil cirurgias realizadas face ao ano passado.
Mariana Vieira da Silva relembrou que “tudo isto acontece num contexto em que o Governo tinha prometido, relativamente a muitos destes indicadores, uma espera ‘zero’”. Ora, “não só não acabou com a espera, como ela tem estado a crescer ao longo destes últimos dois anos”, denunciou.
A vice-presidente da bancada do PS referiu que os dados divulgados “mostram que o SNS tem mais dinheiro, tem mais médicos, mais enfermeiros, mais horas de trabalho” e, por isso, considerou “incompreensível que, com mais recursos, haja menos resposta”. “O SNS responde pior e gasta muito mais dinheiro”, vincou.
“O SNS responde pior e gasta muito mais dinheiro”
“O SNS responde pior e gasta muito mais dinheiro”
Mariana Vieira da Silva resumiu o que se pode concluir com estes dados: “A ministra da Saúde já desistiu do SNS”. A socialista comentou que “os portugueses não compreendem como é que o primeiro-ministro ainda não desistiu da ministra da Saúde” e salientou que, desde a nomeação de Ana Paula Martins para o segundo Governo de Luís Montenegro, o Partido Socialista disse que “a partir dali, tudo o que acontecesse neste setor era da responsabilidade do primeiro-ministro”.
A deputada acrescentou que, já no final do ano passado, o PS avisou que “tínhamos, pela primeira vez na história, mais de um milhão de portugueses à espera de uma consulta”. E sustentou que “estes dados não são apenas números; são pessoas concretas que não tiveram acesso à sua primeira consulta, vão ter um diagnóstico mais tardio, vão ficar à espera mais tempo de uma eventual cirurgia”.