PS quer ouvir ministro da Economia e presidente da Comissão de Acompanhamento do PRR na AR
O deputado Nuno Fazenda anunciou que o Grupo Parlamentar do PS vai chamar ao Parlamento o ministro da Economia e Coesão e o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), Pedro Dominguinhos, para apurar por que motivo a execução do PRR está baixa.
Depois de a Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR ter revelado um relatório que refere que o PRR conta com 37 investimentos em estado preocupante ou crítico, a cerca de quatro meses para a conclusão, a bancada do PS acredita ser essencial ouvir Pedro Dominguinhos. Após esta audição, os socialistas vão chamar o ministro Manuel Castro Almeida à Assembleia da República.
“Dois anos depois, o que nós temos é um agravamento da execução do PRR”
“Dois anos depois, o que nós temos é um agravamento da execução do PRR”
O coordenador do Grupo Parlamentar do PS na Comissão de Economia e Coesão Territorial explicou, em declarações à comunicação social, que o relatório comprova que o atraso da execução do PRR é cada vez maior: “Quando o Governo da AD entrou em funções, herdou um PRR de acordo com a Comissão Europeia, que estava acima da média da União Europeia e que Portugal não era um motivo de preocupação. Dois anos depois, o que nós temos é um agravamento da execução do PRR”.
Nuno Fazenda comentou que, no campo da análise, existem “avisos lançados pelo atual Governo que demoram mais de um ano a conhecer uma decisão sobre os projetos candidatados”, havendo “entidades promotoras que aguardam há vários meses pedidos de pagamento”.
O relatório da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR foi tornado público e o presidente deve ser ouvido, “para que os grupos parlamentares estejam mais munidos de informação, para que aquilo que se venha a questionar o ministro seja com base em informação mais apurada”, defendeu.
Frisando que, desta forma, haverá “uma maior credibilidade e transparência”, o socialista sustentou que o ministro da Economia e Coesão deve ser ouvido depois. “Nós temos isso já em agenda, para que o ministro da Economia possa vir ao Parlamento prestar explicações perante um relatório independente, factual e que retrata um cenário muito preocupante de agravamento da execução do PRR”, disse.
